JOVEM FLORESTA

FASE 4 - JOVEM FLORESTA Aqui começam a surgir árvores mais altas, nascidas, crescidas e alimentadas no ambiente protegido, criado pelos arbustos das fases anteriores, onde foram semeadas pelo vento ou por animais, tanto pela deposição em excrementos de aves ou mamíferos; ou resultado de serem esquecidas quando guardadas por roedores ou gaios. As árvores vão-se sobrepondo aos arbustos de matagal onde estes, por falta de luz, vão morrendo e dando lugar a outros arbustos adaptados à sombra e árvores de crescimento mais lento, pertencentes à fase clímax da floresta. Da mesma forma que se observa uma mudança do tipo de vegetação dominante, a comunidade fúngica e de outros microorganismos dentro do solo também se altera. Novas espécies de organismos chegaram, ocupando-se da decomposição da matéria orgânica lenhosa cada vez mais abundante e estabelecendo ligações simbióticas com as raízes das árvores que dominam agora a copa desta jovem floresta. Estamos numa fase sucessional com alta biodiversidade onde é mais percetível a estratificação das plantas de acordo com as suas necessidades de luz, com a fotossíntese a realizar-se perto do seu máximo potencial e, trazendo com ela todos os benefícios que já conhecemos - mais alimento para a fauna e fungos, mais nutrientes reciclados através da decomposição da abundante matéria orgânica, mais capacidade de retenção de água, solos ainda mais estruturados, ricos e profundos, capazes de sustentar as exigentes espécies chave da floresta clímax. Animais associados: texugo, gineta, mocho galego, trepadeira-comum, aranha-lobo-radiada

Plantas deste nível

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